quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Pior Livro - Cem Anos de Solidão

Não percam a minha participação na rubrica O Pior Livro a convite do Iceman, titular do muy nobre e interessante blogue NLivros, que com regularidade sigo e sem reservas recomendo.

Como decerto já se aperceberam, o livro que menos gostei de ler foi Cem Anos de Solidão de Gabriel García Marquéz.

Sim eu sei... :)

Saibam porquê aqui http://nlivros.blogspot.pt/2013/02/o-pior-livro-cem-anos-de-solidao-de.html

Boas Leituras!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Irmã, Rosamund Lupton - Opinião





Sinopse:

Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess - e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.



Opinião:

Irmã é o primeiro romance de Rosamund Lupton. Trata-se da história de duas irmãs em que uma delas desaparece e a outra procura descobrir o seu paradeiro, o seu destino, o que permite descobrir-se a si mesma.

A narração fica a cargo de Beatrice e, através da carta para a sua irmã desaparecida que é este romance, ficamos a conhecê-las, à sua mãe, a forma como perderam o irmão Leo, a ausência do pai, o relacionamento de Bee com Todd.
Entramos no mundo da ciência e da genética. Somos apanhados num enredo que se vai adensando à medida que o vamos conhecendo.

Enquadrado pela própria autora na categoria de policial/thriller devo dizer que encontrei algumas diferenças entre o que li e as minhas expectativas.
Esta obra foca-se bastante na vertente humana e sentimental, na profundidade do relacionamento entre irmãos, no amor fraterno e na auto-descoberta. A própria autora, numa entrevista que se encontra no fim deste livro afirma tratar-se de "uma celebração do amor fraternal".

No que diz respeito à obra e à intenção da autora, do caminho que idealizou e seguiu, não tenho críticas a apontar. De facto, como referi, estava à espera de uma outra abordagem, mais orientada para o suspense e para a trama policial mas essa expectativa, se bem que propiciada pela sinopse e opiniões sobre o livro, pertencia à esfera da minha preferência pessoal, não tendo, por isso, nada que interferir na qualificação que faço do livro. Existe um crescendo de interesse ao longo da obra que contribuiu para que conseguisse terminar esta leitura com gosto e apreciação positiva.

O facto de ter ponderado abandonar a leitura de Irmã, para além da exploração dessa vertente sentimental que a mim não diz muito, prendeu-se sobretudo com a qualidade da escrita na tradução. Por muitas vezes foi muito pobre.
Esbarrei com vírgulas onde não tinha de as ter, falta delas onde deveriam estar, frases mal construídas, inversões de ordem de palavras que não foram feitas e deveriam, na mesma frase verbos em diferentes e errados tempos verbais, a utilização do "há x tempo atrás" e ainda, ao longo de todo o romance o nunca acertar na utilização do "demais" por oposição a "de mais". A senhora tradutora que me perdoe mas, principalmente na primeira parte da obra, (ou se calhar quando o livro ganhou interesse não reparei tanto) há um sem fim de pontapés na gramática que me tiraram do sério e destruíram todo e qualquer gosto pela leitura. Foi "de mais".

Porventura uma revisão cuidada da obra por parte de quem soubesse ler e escrever com propriedade pudesse ter auxiliado na prevenção de isto ter saído para o público neste estado mas não há que desculpar um mau trabalho fazendo de conta de que este não existiu.

A minha crítica, para além de comprovável e evidente, tem o intuito de ser construtiva.
Desejo que o próximo trabalho de escrita da tradutora esteja ao nível do mínimo que se exige e de que, estou certo, a senhora também deseja e será capaz.

Em suma, gostei do livro no seu todo não havendo, para além deste reparo que é logicamente alheio à autora, nada de errado a apontar à Rosamund Lupton.

Existe já à venda um novo livro desta autora com o título Depois.

No que a mim respeita... ficará para depois.

Boas leituras a todos. :)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sangue Ruim, Rhiannon Lassiter - Opinião




Sinopse:

Numa casa há muito fechada, a porta de um dos armários abre-se para uma espécie de sala de jogos. Coberta de pó, uma coleção de livros infantis apresenta os nomes das personagens selvaticamente riscados. No passado, três crianças jogaram ali ao jogo do faz-de-conta, sacrificando os seus sonhos, pois acreditavam que ao fazê-lo tornariam real aquilo em que acreditavam. No entanto, o jogo não foi terminado e, no bosque por trás da casa, uma criatura esfomeada espera desde então pelo único alimento que conhece. Décadas mais tarde, uma família vem passar férias a esta casa. As crianças depressa se veem envolvidas no jogo. Só que elas não sabem as regras. Nem tão-pouco que são os peões, e não os jogadores…


Opinião:

Esta é a história de uma família pouco funcional com discussões permanentes que se vai enfiar numa casa de aspecto lúgubre herdada de um familiar, alguém que havia morrido com problemas mentais. Na casa, como seria de esperar, mas também em toda a localidade que a envolve, algo de estranho paira no ar, sobretudo nos arredores mais próximos e no bosque.

A páginas tantas esta família, que desesperadamente procura umas férias em família que permitam uma trégua nas constantes discussões, desentendimentos e amuos entre os filhos de um e outro dos membros do casal, vai sendo arrastada para um perigoso e maléfico jogo iniciado há muito tempo.

Personagens que não parecem humanos, bonecas que aparentam vontade própria, reflexos que parecem albergar vida, livros com os nomes dos personagens riscados profunda e permanentemente. Há uma atmosfera negra e deliciosa de que algo vai acabar muito mal...

O enredo que encontrei conseguiu de forma eficaz e agradável transportar-me para um clima de grande ansiedade e expectativa. A autora conseguiu levar-me para o mundo da história que urdiu e devorei página atrás de página no desejo brutal de saber o que vinha a seguir.

Na minha opinião penso que o criar desta atmosfera contagiante é conseguido de forma plena, excelente, - ainda que recorrendo a alguns clichés como bosques assombrados e bonecas que perseguem personagens com tesouras.

O aspecto que considerei menos positivo neste "thriller" prendeu-se com o facto de, após me elevar para esse estado de euforia sangrenta, de me fazer crescer a saliva pelo climax aguardado, o desenvolvimento não teve sangue nenhum, ninguém morreu, o suspense foi-se dissipando e acabei por me ver num conto com características que me pareceram orientadas para um público mais jovem e mais "tenrinho".

No global achei o livro muito bom e tenho todo o interesse na leitura de mais obras desta autora.

Para ser mais do que muito bom e entrar no capítulo da excelência faltou um pouco mais de violência e uns litros de sangue derramado.

Boas leituras a todos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Selo Liebster Award.



Agradeço a amabilidade da Teresa Dias do interessante blogue Rol de Leituras pelo selinho que ofereceu ao Pensar nos Livros. Fico agradecido pelo gesto e, sobretudo, por se ter lembrado aqui deste humilde cantinho.

Exibo o selo com orgulho mas declino responder ao questionário que está associado.

Digamos que são coisas do meu mau feitio. :)

Passo o selo apenas a um blogue. Os blogues que habitualmente leio ou têm mais de 200 seguidores e estão fora do limite previsto pelo prémio ou então já o receberam.

Passo-o a um blogue que é ainda um recém-nascido e que, acredito, todos desejamos que tenha sucesso e seja "alimentado" com muitas leituras e opiniões interessantes.

Penso que na altura do surgimento de um blogue numa nova realidade é que mais necessitamos de ajuda, como à época me fizeram o Nuno Chaves e a Paula.

Como ainda hoje me sinto grato pela amabilidade de ambos penso que esta será a atitude correcta também da minha parte.

Assim o prémio segue para o blogue Leituras da Joana.

Deixo aqui ainda todas as questões do "Selo", às quais falhei responder. :)

Boas Leituras a todos.


1. Que género de livros mais gostas de ler? 
2. Qual o teu livro favorito? 
3. Qual a tua personagem favorita? 
4. Quantos livros tens? 
5. Qual o teu escritor(a) favorito? 
6. Porque decidiste criar um blog? 
7. Qual o teu maior sonho? 
8. Qual a tua viagem de sonho? 9. Qual a tua primeira leitura do ano 2013? 
10. Qual o livro que menos gostaste? 
11. Qual a editora que mais livros lês?




domingo, 17 de fevereiro de 2013

No Meu Peito Não Cabem Pássaros, Nuno Camarneiro - Opinião




Sinopse:
Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. 
Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. 
Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles. 
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.



Opinião:
No Meu Peito Não Cabem Pássaros é o romance de estreia de Nuno Camarneiro, Prémio Leya 2012 (com a obra Debaixo de Algum Céu), autor que inicialmente se dedicou à micro-narrativa, facto do seu percurso que notoriamente influencia a sua escrita neste romance.
Esta obra narra três histórias distintas e individuais de três homens, Fernando, Karl e Jorge, por altura da passagem de dois cometas em 1910. Este facto é importante para ilustrar a sociedade e as características comportamentais da época mas, na minha opinião, não é determinante para o desenvolvimento do enredo a não ser para demonstrar o desenquadramento dos personagens relativamente ao meio onde vivem. Pergunto-me se alguma vez se sentiriam enquadrados onde quer que fosse, mas isso é outra história.

As três narrações aparentemente isoladas de três homens separados pela geografia, idade e quase tudo mais acabam por ter diversos pontos de contacto e similaridade. Todos buscam incessante e desesperadamente algo, todos são únicos, inquientos, qualquer um deles está em inconformidade com os seus conterrâneos e consigo mesmos, todos esbarram em relações impossíveis de manter e para qualquer um numa determinada parte da sua vida o mar vê-os atravessarem-no partindo e regressando aos seus portos de origem mais ou menos seguros.
Fernando é, claramente, Pessoa.
Jorge é, sem dúvida, Borges.
Karl é, de alguma forma e segundo opinião transcrita na sobrecapa do livro, Kafka. Confesso que para mim essa relação não foi muito fácil de identificar. Talvez tenha a ver com os sobressaltos que afectam Karl, numa lógica Kafkiana e não tanto, como nas outras duas narrativas, a exploração mais biográfica dos autores.
A três narrativas vão-se alternando em capítulos muito curtos, intensos e literários, pois este livro é claramente uma peça de literatura que entra directamente para o que de melhor qualidade se escreve em português contemporâneo.

Estamos perante um romance muito bem escrito que deve ser lido à velocidade própria. Sabe melhor se digerido calmamente, deixando cada sabor e fragrância maturar no palato e espicaçar a nossa imaginação.

Admito que não será uma obra para todos os gostos mas para quem digere este género de romances de cariz literário, introspectivo e abstracto é uma obra maravilhosa. Não notei nenhum daqueles erros de principiante que por vezes afectam os escritores na sua estreia.

Nuno Camarneiro é um escritor maduro e brilhante, apesar de este ser o seu primeiro romance.

Gostei.

Boas leituras!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Prisioneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón




Sinopse:
Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.



Opinião:
O penúltimo livro da série do Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón é mais um exemplo da excelência e capacidade do autor em escrever livros fabulosos. 
Neste O Prisioneiro do Céu descobrimos a história do incomparável Fermín Romero de Torres, a sua estadia prisão de Montjuic, quem com ele partilhou o cárcere, a sua fuga. 
Descobrimos a existência de mais alguns personagens determinantes, do passado, presente e futuro, do jovem Daniel Sempere e sua família. Travamos conhecimento com David Martin, alguém do passado dos pais de Daniel e escritor do... Jogo do Anjo. É-nos elucidado o que aconteceu a Isabella, mãe do nosso Sempere mais novo, motivo pelo qual encontramos uma evolução neste Daniel, que começa a ser afectado por um lado mais sombrio. No final Zafón atira-nos para o desconsolo de não haver mais páginas para ler neste romance, deixa-nos com sede de continuar a beber esta história viciante e ainda consegue inundar-nos com a vontade de reler os outros volumes desta saga.

O Prisioneiro do Céu é um livro fantástico e delicioso que me deu um prazer incomensurável na sua leitura. Zafón é sem dúvida o meu escritor favorito do momento, sendo capaz de urdir a sua prosa com uma densidade, uma espessura quase corpórea e palpável que em mais nenhum autor que conheço encontro.

No ano de 2012, Marina, deste autor, foi o livro que mais gostei de ler. O Prisioneiro do Céu ocupa também, para já, a posição cimeira da minha preferência e será preciso encontrar uma obra absolutamente genial para destronar esta maravilha.

Boas leituras.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Abraço, José Luis Peixoto




Sinopse:
A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.


Opinião:
Este livro apresenta uma resenha de textos escritos pelo autor durante dez anos, entre 2001 e 2011.
Trata-se, pois, de um registo reflexivo e intimista. Estamos perante histórias que nos fazem pensar, sorrir, e, nas palavras escritas por JLP, reviver algumas das nossas próprias recordações.
É evidente que nem todos os textos têm a profundidade e até o interesse de outros mas da diversidade de temáticas podemos aproveitar para ler várias páginas de enfiada sem que o registo que navega por todo o livro nos canse.
José Luis Peixoto dá muito de si nesta obra. Sentimo-nos muitas vezes em comunhão de pensamentos e sensações com o autor, como se fôssemos seus amigos de longa data e com ele estivéssemos à lareira com uma bebida a ouvir tudo o que tem para nos contar.

A escolha do título é, para mim, muito boa.
Trata-se de facto de um aprazível, íntimo e apertado abraço.
Gostei bastante.

Algumas frases que me ficaram:
"A ingenuidade faz o sangue circular com mais fluidez do que o cinismo. A ingenuidade desconhece o colesterol. O cinismo é hipertenso."

"Se há uma coisa que tenho aprendido com os bichos-da-seda é que o ódio não faz falta neste mundo."

"Às vezes esqueço-me de que posso morrer todos os dias."

Selo 2013 Literário


A Jojo lembrou-se de presentear o meu (nosso) cantinho com esta distinção.
Estou muito grato por se ter lembrado do Pensar nos Livros. No ano passado este espaço esteve um pouco abandonado e como tal saber que há quem se lembre de nós é bastante satisfatório.

Existem algumas regras a seguir para poder ostentar este selo, a saber:


1.Indicar um mínimo de dois livros que gostei de ler em 2012 (sem limite máximo);
2. Indicar pelo menos três livros que desejo ler em 2013 (sem limite máximo);
3. Indicar o nome e o link de quem ofereceu o selo;
Oferecer o selo a mais 10 pessoas para dar sequência a este projecto de incentivo à leitura.

Normalmente "dobro" um bocadinho as regras destes desafios e desta feita não irei defraudar as expectativas.

Começando pelo fim o nome e o link de quem me atribuiu esta prenda está logo no início do post, com o destaque que merece. No nome está "linkado" directamente para a Jojo e os seus Devaneios.

Dois livros que gostei de ler em 2012 e aqui não poderia deixar de destacar foram:
Marina, Carlos Ruiz Zafón e Um dia Sonhei que Voava, Taichi Yamada

Alguns livros que gostaria de ler em 2013 são:
Prisioneiro do Céu
No Meu Peito Não Cabem Pássaros
A Conspiração Contra a América
... e não especificando obras tenho o desejo que 2013 seja o ano em que irei ler Lobo Antunes e Paul Auster

Neste ponto irei então "dobrar" as regras e torná-las maleáveis.

Atribuo este selo e o respectivo desafio a todos quantos lêem o Pensar nos Livros. Sintam-se à vontade de levar o prémio e, se o desejarem, façam o favor de "se acusar".
Aqueles blogues que normalmente leio sabem, quase todos, quem são. Normalmente, ainda que nem sempre assiduamente, comento as publicações. Esses recebem muitos prémios de muitos leitores... Também para esses segue este selo e desafio, mas se o quiserem terão de aqui os vir buscar.

Assim, passo este reconhecimento aos meus leitores. Sejam ocasionais ou assíduos, tenham blogues muito, pouco ou nada conhecidos. Ao amigos regulares e conhecidos deixo a hipótese de darem sinal de vida. Aos leitores mais "tímidos" lanço o desafio de se fazerem notar e conhecer. Anunciem-se e publicitem-se.
Terei muito gosto em conhecer-vos e ao vosso espaço.

Como diria o Major Valentim Loureiro: "Quantos são? Quantos são? Ele que venham!!!"

Boas leituras a todos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Wook trouxe o correio

Estas são as minhas aquisições de Janeiro para leitura próxima:




"Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. 
Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. 
Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles. 
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens."






"Numa casa há muito fechada, a porta de um dos armários abre-se para uma espécie de sala de jogos. Coberta de pó, uma coleção de livros infantis apresenta os nomes das personagens selvaticamente riscados. No passado, três crianças jogaram ali ao jogo do faz-de-conta, sacrificando os seus sonhos, pois acreditavam que ao fazê-lo tornariam real aquilo em que acreditavam. No entanto, o jogo não foi terminado e, no bosque por trás da casa, uma criatura esfomeada espera desde então pelo único alimento que conhece. Décadas mais tarde, uma família vem passar férias a esta casa. As crianças depressa se veem envolvidas no jogo. Só que elas não sabem as regras. Nem tão-pouco que são os peões, e não os jogadores…"








"Berlim, 1934. Os nazis garantiram a realização dos Jogos Olímpicos de 1936, mas enfrentam grande resistência estrangeira. Hitler e Avery Brundage, o presidente do Comité Olímpico dos Estados Unidos, tudo fazem para tentar encobrir o antissemitismo nazi e assim convencer a América a participar nos Jogos. Bernie Gunther, agora detetive num dos hotéis mais conceituados de Berlim, vê-se arrastado para este mundo de corrupção internacional, enredado entre as várias fações do aparelho nazi.

Havana, 1954. Fulgencio Batista, apoiado pela CIA, acabou de subir ao poder. Fidel Castro foi preso e a Máfia americana ganha poder sobre a indústria do jogo e da prostituição. Bernie, recentemente expulso de Buenos Aires, reemerge em Cuba com uma nova identidade, decidido a levar uma vida de relativa paz. No entanto, quando se depara com duas figuras do passado - um pérfido assassino dos tempos de Berlim, que pouco depois é misteriosamente assassinado, e uma antiga amante que, ao que tudo indica, poderá ser a responsável pelo crime -, percebe que não tem como lhe fugir."






"Um presidente anti-semita na Casa Branca?
Quando o famoso herói da aviação e isolacionista Fanático Charles Lindbergh derrotou esmagadoramente Franklin Roosevelt nas eleições presidências de 1940, o medo invadiu todos os lares judaicos da América. Num discurso transmitido pela rádio à escala nacional, Lindbergh não só tinha acusado publicamente os judeus de empurrarem egoistamente a América para uma guerra sem sentido com a Alemanha nasi, mas também, ao tomar posse como trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos, negociara um pacto cordial com Adolfo Hitler, cuja a conquista da Europa e cuja virulenta política anti- semita ele parecia aceitar sem dificuldade."


E vocês o que têm comprado? O que estão a ler?